terça-feira, 3 de novembro de 2015

Cartas a todos nós XXVI

O autocarro parou.
Lá fora, sem que eu desse conta, já é noite e está escuro,
cá dentro as luzes são tão brancas tão brancas que a claridade até parece nos ferir os olhos.
Lá fora chove sem parar e cá dentro estou aqui sossegada, no meu canto, de caderno na mão, sem correr o risco de o molhar.
Não quero sair.
A escuridão chega a assustar.
E aqui estou tão quentinha, tão cómoda.
É já o inverno a fazer-se notar.
E eu estou tão cansada,
tão sem forças,
que eu simplesmente ficava aqui.
Em casa espera-me uma casa fria,
vazia, no fundo, sem nada que me espere.
Porque não ficar?

2 comentários:

Ana Lopes disse...

voltaaaaaaste
gosto muito, como já é hábito

Inês Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.