Não temos nada.
Não somos nada,
Não temos nada.
Não somos nada,
Não temos nada.”
Era um recado para mim. Repeti-o vezes e vezes com esperança de que o fixasse na
minha mente.
Juntei-lhe imensos “Não faz sentido achar que somos algo” , uns tantos “Nunca poderemos ser nada” e “nada é o que somos”, um “É ridículo pensar que temos algo. Não temos. Nunca teremos. Nunca poderíamos ter... Não fomos feitos para isso. Não os dois. Não pode ser. E não quero. Não queres. Não queremos.”, acrescentei-lhe muitos “nunca”, muitos “eu tenho a certeza”, muitos “tenho de ser racional”.
Juntei-lhe imensos “Não faz sentido achar que somos algo” , uns tantos “Nunca poderemos ser nada” e “nada é o que somos”, um “É ridículo pensar que temos algo. Não temos. Nunca teremos. Nunca poderíamos ter... Não fomos feitos para isso. Não os dois. Não pode ser. E não quero. Não queres. Não queremos.”, acrescentei-lhe muitos “nunca”, muitos “eu tenho a certeza”, muitos “tenho de ser racional”.
Mas, a verdade, é que, no fundo, temos e somos. Não sei o
quê, mas temos e somos.
Não não não! Não somos nada, nem nunca seremos.
No fundo, odiamos-nos e, se não nos odiamos, vamos acabar por
nos odiar.
Não temos nada, não temos nada, não podemos, não queremos.
Não penses nisso! Mas
racionaliza tudo!
Não penses, mas racionaliza tudo!
Ohhh, sem dúvida, que temos...
O coração não é como um bolo, não posso ditar-lhe coisas como quem para o bolo manda farinha.
E ainda bem! Que seria de mim? Que seria de vós?
Ohhh, sem dúvida, que temos...
O coração não é como um bolo, não posso ditar-lhe coisas como quem para o bolo manda farinha.
E ainda bem! Que seria de mim? Que seria de vós?
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