Afeiçoei-me a ti...
Não devia,
não era suposto,
eu prometi-te que não ia fazê-lo.
Mas foi sem querer...
Também quem se afeiçoa de propósito?
Custa-me estar triste,
custa-me achar que vais partir
eu prometi-te que não ia fazê-lo.
Mas foi sem querer...
Também quem se afeiçoa de propósito?
Custa-me estar triste,
custa-me achar que vais partir
quando prometes que vais ficar.
Não quero estar assim,
sinto-me estranha,
quero sair daqui,
mas não quero ir embora.
Não quero que me vejas assim!
Não gosto deste “eu” triste e abalado.
Não olhes!
Enrolo-me na tua manta de quarto,
ligo o aquecedor, é como se a casa fosse minha...
Tu próprio dizes que é.
Não é!
Escondo-me na tua manta castanha até que me cubra os olhos.
Não quero estar assim,
sinto-me estranha,
quero sair daqui,
mas não quero ir embora.
Não quero que me vejas assim!
Não gosto deste “eu” triste e abalado.
Não olhes!
Enrolo-me na tua manta de quarto,
ligo o aquecedor, é como se a casa fosse minha...
Tu próprio dizes que é.
Não é!
Escondo-me na tua manta castanha até que me cubra os olhos.
Já não me vês...
Já não te vejo.
Está tudo bem.
Já não te vejo.
Está tudo bem.
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