É tão bom apreciar o vazio...
Até que me apercebo, enfim, que é um vazio.
A sala vazia...
A parede branca...
O silêncio...
A calma de estar sozinha...
Até que me apercebo : estou sozinha!
Até que o silêncio passa a ser uma perturbante ausência de som.
Até que me apercebo que, à parede, falta-lhe cor e prateleiras.
Até que me apercebo que a sala vazia está, de facto, vazia.
Que à morte falta-lhe vida.
Que à vida falta-lhe muito.
Que à vida falta-lhe muito.
Sem comentários:
Enviar um comentário