segues em frente e eu chamo-te,
não me ouves...
Volto a chamar, páras e actas a bota (parece ser para disfarçar).
Continuamos a andar, agora lado a lado.
Deves-te questionar o que quero...
Não quero nada, mas quero tudo,
sim, confusa e complicada como sempre,
cheia de perguntas dificíes, daquelas que, por vezes, já nem espero que respondas.
Respondes-te! Inesperadamente respondes-te a tudo.
Explicaste-me tudo, tudo o que queria que me explicasses...
Quer dizer tudo não, nunca o conseguirias fazer...
Caminhavamos assim, lado a lado, julgo que ambos com vontade de párar e finalmente nos olhármos nos olhos, não o fizemos, de qualquer modo não o iriamos fazer, mas quando estavamos no “ponto alto” da conversa ouvimos o teu nome acompanhado de um “preciso de falar contigo” e lá ficou a abstracta e invulgar conversa sem fim...
Lá voltei de novo ao nosso mundo normal, o coração tinha parado, o corpo ainda tremia e a cabeça tinha sido lançada ao chão por um sentimento que não sei definir...
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