Precisava de escrever como precisava de respirar, sentei-me à beira-mar e comecei por dizer o quanto te amava, o quanto te desejava e te queria, caíram imensas lágrimas enquanto escrevia, fiquei com uma folha molhada, mas não me importei.
Depois de já ter folhas escritas e molhadas, para além das imensas lágrimas derramadas eu resolvi parar. Parar de chorar, parar de pensar em ti e parar de amar. Com os pés já enxugados, as folhas arrumadas, as lágrimas limpas resolvi ir embora.
Até que me questionei "A liberdade de não amar ninguém não será muito melhor que te amar e te ter?Para que sofrer?"
Voltei a sentar-me, observei a liberdade das gaivotas e a força das ondas do mar, deitei as folhas ao mar (de qualquer maneira já estavam molhadas que importava?) e simplesmente virei costas e parti...

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